domingo, 23 de setembro de 2012

No sexto dia, defesa de réus critica Ministério Público e nega mensalão





- Charge do Zé Dassilva, via ‘Diário Catarinense’.

Advogados classificaram denúncia como 'falaciosa', 'fantasiosa' e 'ficção'.
STF ouviu defesa de ex-diretor do BB e de políticos do Partido Progressista.



Os advogados dos réus do processo do mensalão que foram ao púlpito do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (9), criticaram a denúncia do Ministério Público Federal contra seus clientes e negaram a existência do esquema do mensalão.

Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República, o mensalão consistiu no pagamento de propina a políticos em troca de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional

Professora suspeita de injúria racial presta esclarecimentos à polícia

Daniela Cordovil prestou depoimento neste sábado (22), em Belém.
Uepa apura se professora cometeu infração funcional administrativa.

Do G1 PA
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Professora compareceu a polícia neste sábado (22), para prestar depoimento (Foto: Reprodução/TV Liberal)Professora compareceu a polícia neste sábado para
prestar depoimento (Foto: Reprodução/TV Liberal)
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) vai instaurar um processo administrativo contra a servidora docente suspeita de injúria racial por chamar um funcionário de "macaco". Neste sábado (22), a professora Daniela Cordovil prestou depoimento à polícia. A comissão do processo administrativo terá o prazo de 60 dias para conclusão dos trabalhos.
A comissão será composta por três docentes efetivos estáveis. O relatório conclusivo do processo será encaminhado para apreciação da reitora e do Conselho Universitário.
A decisão de instaurar o processo administrativo foi motivada pela nova análise da Procuradoria Jurídica (Projur) da universidade, que concluiu que os fatos apurados configuram infração funcional administrativa de natureza grave. A professora tem o assegurado o direito de ampla defesa.
A polícia, que também investiga o caso, deve concluir o inquérito em 30 dias.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

A praga da roubalheira, geral, antiga e conhecida

Welinton Naveira e Silva
A ‘jurisprudência’ da impunidade

2012: hora e vez de combater e denunciar o bullying

Milton Corrêa da Costa

Circula com sucesso na internet uma mensagem de apoio à ministra Eliana Calmon.

Recebemos do comentarista Celso Serra uma mensagem de apoio à ministra Eliana Calmon, que está circulando com sucesso na internet, mostrando que a sociedade não está omissa em relação à podridão do Judiciário.

Um dia o mar vencerá o muro

Percival Puggina

Alguém acha que vai haver alguma punição para Palocci, Nascimento, Rossi, Novais, Silva e Lupi?

Carlos Newton




Charge do Sponholz


Controladoria Geral da União e Polícia Federal mostram que é possível combater a corrupção. Só falta vontade política.

Carlos Newton

Ficha Limpa vai para o tudo ou nada no STF

Empossada em dezembro, Rosa Maria Weber evitou expressar opinião sobre a Ficha Limpa. Foto: Fellipe Sampaio/STF
Depois de adiar duas vezes o julgamento, Supremo agora tem quórum completo para definir destino da lei. Mas posição de nova ministra ainda é uma incógnita mesmo para seus colegas
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Charge do Sponholz


Nos jornais: em 2012, de novo, verba contra enchente privilegia Pernambuco

Carlos A. Lungarzo: a privataria tucana e os direitos humanos

No Fórum, Juan Quirós: sustentabilidade faz bem ao bolso


Aposentado troca o benefício do INSS sem ter que pagar juros e correção

Tribunal Regional Federal da 3ª Região reduz o valor da bolada que o aposentado terá que devolver ao INSS


A desastrosa perfomance dos partidos

Carlos Chagas


Nível político cai abaixo de zero: país é saqueado todo dia

Pedro do Coutto


Dora Kramer

Ministério funciona como extensão dos partidos

Dora Kramer



Sobrou para a Bahia

Sobrou para a Bahia

Segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, Ministério das Cidades, do baiano Mário Negromonte, administra maior fatia das verbas para obras antienchente; "Não posso aceitar que se discrimine o Estado de Pernambuco por ser o do ministro", defendeu-se
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Lobby de delegados expõe racha na PF

Dilma cria Big Brother das contas públicas


Expulso há 31 anos por militares, padre volta a PE




Ministro diz que Pernambuco não poderia ser discriminado por ser sua terra natal. Foto: Valter Campanato/ABr

Ministro afirma que Dilma sabia dos repasses a Pernambuco

Fernando Bezerra disse que não existe política partidária na distribuição de 90% das verbas da pasta para o estado. Pasta diz que repassou menos da metade dos recursos para prevenção a Pernambuco


Eduardo Fernandez
Eduardo Fernandez

2012: Brasil campeão!

“Já no segundo dia do ano, mais um escândalo no governo Dilma: o ministro da Integração Nacional destinou 90% das verbas do seu “feudo” para o seu estado natal, onde ele provavelmente será candidato a prefeito! Isso é eficiência da gestão governamental? O nome do ministério seria uma ironia?”


Carlos Lungarzo
Carlos Lungarzo

Corrupção e direitos humanos

Um comentário sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr.: “A aparição desse livro permite entender de que maneira os fatores de poder (o das elites tradicionais e o das novas elites de operadores políticos) estão vinculados por laços de (implícita?) cumplicidade”



Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Marcos põe ponto final em sua carreira inesquecível; confira pôster do jogador

Lula deixa hospital em SP após primeira sessão de radioterapia

Filho de Tolentino diz que escondeu sobrenome para não tirar o foco

Rafael Soares defende seu pai no processo do mensalão: o réu, Rogério Tolentino

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O advogado Rafael Tolentino, que defendeu o pai, Rogério, no plenário do STF Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
O advogado Rafael Tolentino, que defendeu o pai, Rogério, no plenário do STFAilton de Freitas / Agência O Globo
BRASÍLIA - O advogado Rafael Soares Tolentino explicou nesta quarta-feira a razão de, na semana passada, ter feito a defesa de seu pai no STF, o réu e advogado Rogério Tolentino, escondendo o último sobrenome. Ele afirmou que o pai é um cliente como outro qualquer, e que não queria que se desviasse o foco.
- Não tinha razão. Estava focado no meu cliente, que é mais um como outro qualquer. Não queria fazer esse vínculo. Preferi fazer essa separação. Ficar no que importa - contou nesta tarde Rafael Tolentino.

O advogado tem 31 anos e é filho mais velho de Rogério, que tem outra filha. Ele evitou falar de que como a família está convivendo com a acusação contra Rogério, acusado na ação de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
- O meu cliente está confiante - diz Rafael.
O filho disse que o pai está trabalhando normalmente e que tem acompanhado as sessões de julgamento pela TV Justiça. Na semana passada, como revelou o GLOBO, Rafael subiu à tribuna do plenário para fazer uma questão de ordem relativo a acusação contra seu pai. Mas acabou derrotado.

Editora JC - O que se espera do STF - Editora JC

Editora JC - O que se espera do STF - Editora JC

O que se espera do STF

Editorial, 27/01/2012
Ives Gandra da Silva Martins, Membro do Conselho Editorial, Professor emérito das universidades Mackenzie, UNIFMU, UNIFIEO, UNIP e CIEE

Tenho pelo Ministro Marco Aurélio Mello particular admiração e estima. Em dois livros editados em sua homenagem, com os quais tive o privilégio de colaborar, realcei o extraordinário papel por ele exercido na Suprema Corte, mormente no caso das terras da Raposa do Sol, em que seu voto, embora vencido, é histórico. O tempo tem dado razão à sua postura, pois as “terras contínuas” outorgadas aos índios, antes prósperas e produtivas, com aproveitamento eficaz e humano de mão de obra indígena, hoje estão abandonadas, com indígenas passando fome e com a economia de Roraima afetadíssima, ante a eliminação dos grandes arrozais e da geração de empregos. Dramática reportagem da revista Veja, em maio de 2011, escancara esta triste situação. Nem sempre o mundo da realidade é compatível com o mundo da fantasia.
Nas poucas divergências de pensamento que temos (como, por exemplo, nas questões envolvendo células-tronco e aborto), apesar de ser eu um intransigente defensor da vida desde a concepção, respeito suas opiniões sempre bem fundamentadas. Divergimos e respeitamo-nos, ele um excelso magistrado, eu um modesto advogado de província.
É, pois, com desconforto e respeito que analiso, como membro do Corpo Editorial da Revista Justiça & Cidadania, a decisão sobre a extinção dos poderes do CNJ (decisão por enquanto apenas de suspender a eficácia de seus atos), que implica em fulminar o inciso III do § 4o do artigo 103-B naquilo que ele tem de mais relevante, ou seja, fiscalizar os membros do Poder Judiciário, que estão no topo da hierarquia, ou seja, os magistrados.
Está o respectivo dispositivo assim redigido:
“Art. 103-B
(…)
§ 4o Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
(…)
III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correcional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
(…)”
Não havendo qualquer exclusão de juízes que possam ser originariamente investigados pelo CNJ, todos eles estão sujeitos à investigação.
Ora, pretender que apenas as Corregedorias dos Tribunais regionais ou federais examinem tais processos, cabendo ao CNJ conhecê-los, exclusivamente, em grau de recurso é incinerar o inciso III referido e desfigurar a verdadeira razão da criação do Conselho, que foi retirar tal competência do corporativismo, difícil de combate nas Corregedorias – não é fácil condenar colegas com quem se convive – para um órgão superior e acima de eventuais pressões. Voltar às Corregedorias o privilégio de continuar a atuar como atuavam antes da EC no 45/05 é, como acentuou o Estado de São Paulo, em editorial de 21/12/2005, um “retrocesso institucional”.
O pior, todavia, é que, além de confrontar com a clareza do referido inciso III, amputado em sua eficácia pela decisão monocrática do caro e brilhante amigo Ministro Marco Aurélio Mello, este despacho gerou, para o Poder Judiciário, dois monumentais problemas: o da sua imagem perante a opinião pública, e o da reação do Congresso – onde já se prepara Emenda Constitucional com verdadeiro controle externo da magistratura, que não fora criado pela EC no45/05. O CNJ, de rigor, é um controle interno qualificado (9 magistrados) com a colaboração das instituições que exercem funções essenciais à administração da Justiça (2 MP, 2 Advogados) e só com dois representantes do povo indicados, um pelo Senado e outro pela Câmara dos Deputados.
A imagem, todavia, que se pretende preservar do Poder Judiciário, respondendo investigações, decididamente, foi abalada perante a opinião pública, que, à quase unanimidade, viu na decisão uma tentativa de esconder o que há de errado no Poder Judiciário e proteger magistrados cuja investigação poderia revelar desvios de função.
Estou convencido, como disse a Ministra Ellen Gracie, em entrevista à revista Veja, que o melhor dos Poderes é o Judiciário – participei de 3 bancas de exame das magistraturas federais e estadual e sei o critério rígido adotado para aprovar os futuros magistrados –, mas nem por isso é perfeito, nele havendo também os desvios mais frequentes em outros Poderes, mas que precisam ser coibidos.
Tenho a plena convicção de que a melhor forma de preservar a imagem do melhor dos três Poderes é não transigir com os desvios e investigá-los por um órgão neutro, como é o CNJ, que foi criado com a finalidade de expurgar da Justiça o mau servidor a fim de realçar o brilho e a integridade da esmagadora maioria, constituída de probos e competentes magistrados.
O que mais me preocupa, todavia, é que, sendo confirmada a decisão de S. Exa. – está, na mesma linha, outra decisão de um estupendo magistrado e amigo, o Ministro Ricardo Lewandowski –, corre-se o risco de todos os magistrados punidos pelo CNJ nos últimos 6 anos entrarem contra a União com ações para reintegração nas funções antes exercidas com pedidos de indenizações por danos morais, visto que foram punidos POR ÓRGÃO SEM COMPETÊNCIA JULGADORA.
Mais do que isso, a decisão torna a presidência de 3 ministros do Supremo Tribunal Federal (Nelson Jobim, Gilmar Mendes e Ellen Gracie) de notória inconstitucionalidade, sendo que os 45 conselheiros que julgaram magistrados foram incompetentes nas suas decisões. Vale dizer que o CNJ, sob a presidência de três presidentes do STF, agiu NA ILEGALIDADE.
Conhecendo o brilho e o senso de Justiça dos ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, espero que eles possam mudar de posição até o mês de fevereiro, para que seja realçada a independência do Poder Judiciário e a certeza de que a nação pode nele confiar, por ser constituído de magistrados dignos, justos e cultos, que não permitem que sua imagem seja maculada por eventuais desvios de uns poucos.

Arts. 3º e 4º da LC nº 118/05 – Por que a razão estava com o STJ?

Arquivo para Tributário


Charge: 'Força conservadoras' por Renato


Equívocos de uma lei complementar estadual

Tributário, 08/06/2012
Eduardo Maneira, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Tributário, Professor de Direito Tributário da UFRJ, Advogado | Sacha Calmon Navarro Coelho, Presidente da Associação Brasileira de Direito Financeiro, Professor Titular de Direito Tributário de UFRJ e Advogado

Precatórios para garantia de execução fiscal

Tributário, 30/11/2011
Leonardo Pietro Antonelli, Advogado e membro integrante da classe jurista do TRE-RJ

Indisponibilidade jurídica da renda por poder de decisão ou por reflexo patrimonial

Tributário, 31/10/2011
Humberto Ávila, Professor de Direito Tributário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Indisponibilidade jurídica da renda por poder de decisão ou por reflexo patrimonial – Parte 2

Tributário, 31/10/2011
Humberto Ávila, Professor de Direito Tributário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Insegurança jurídica traz prejuízos ao brasil

Tributário, 12/07/2011
Luiz Flávio Borges D'Urso, Presidente da OAB-SP | Walter Cardoso Henrique, Presidente da Comissão de Assuntos Tributários da OAB-SP

Alvo de ataques, procurador-geral classifica falas das defesas como 'ladainha'











15/08/2012-06h15

Alvo de ataques, procurador-geral classifica falas das defesas como 'ladainha'

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MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Depois de ouvir 35 dos 38 advogados dos réus do processo do mensalão e ser alvo de ataques pessoais, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou ontem as defesas como "ladainhas" e disse que não foi apresentado fato novo que desmontasse a denúncia.
Segundo ele, já era esperado que os defensores sustentassem a tese de caixa dois para pagar dívidas de campanha e que apostassem na ideia de que a compra de voto não passou de um delírio do Ministério Público.
"Isso é tradicional. [...] Isso faz parte da técnica da defesa. É a ladainha da defesa."
Essa foi a primeira fala pública de Gurgel após defender no STF a condenação e a prisão de 36 réus.
Lula Marques 3.ago.2012/Folhapress
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no plenário do STF
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no plenário do STF
Chamado de mesquinho e omisso pelos advogados, o procurador-geral diz que alfinetadas fazem parte da técnica de defesa, mas que não admite falas mais agressivas.
"Grosserias são sempre inaceitáveis", diz. Ele afirma, porém, que não pretende rebater as declarações.
Gurgel disse ter ficado mais impressionado com as declarações na sessão de anteontem do julgamento, quando a defesa do delator do esquema e presidente do PTB, Roberto Jefferson, acusou o ex-presidente Lula de ser o mandante do mensalão.
Segundo Gurgel, o advogado Luiz Barbosa quis "jogar para a galera" pois não há chance de "incluir ninguém no processo".
O procurador-geral disse que a participação de Lula foi analisada por seu antecessor na chefia da Procuradoria, Antonio Fernando de Souza, mas que o próprio Supremo já rejeitou a inclusão do petista duas vezes. "Isso está superado, é um assunto morto."
Roberto Gurgel disse também não ver problema caso o ministro Cezar Peluso, que se aposenta compulsoriamente no início de setembro, antecipe seu voto.
"Será um desperdício o ministro Peluso não poder votar, porque ele conhece bem o processo, como os demais ministros", afirmou