15/08/2012-06h15
Alvo de ataques, procurador-geral classifica falas das defesas como 'ladainha'
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MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
Depois de ouvir 35 dos 38 advogados dos réus do processo do mensalão e ser alvo de ataques pessoais, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou ontem as defesas como "ladainhas" e disse que não foi apresentado fato novo que desmontasse a denúncia.
Segundo ele, já era esperado que os defensores sustentassem a tese de caixa dois para pagar dívidas de campanha e que apostassem na ideia de que a compra de voto não passou de um delírio do Ministério Público.
"Isso é tradicional. [...] Isso faz parte da técnica da defesa. É a ladainha da defesa."
Essa foi a primeira fala pública de Gurgel após defender no STF a condenação e a prisão de 36 réus.
| Lula Marques 3.ago.2012/Folhapress | ||
| O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no plenário do STF |
"Grosserias são sempre inaceitáveis", diz. Ele afirma, porém, que não pretende rebater as declarações.
Gurgel disse ter ficado mais impressionado com as declarações na sessão de anteontem do julgamento, quando a defesa do delator do esquema e presidente do PTB, Roberto Jefferson, acusou o ex-presidente Lula de ser o mandante do mensalão.
Segundo Gurgel, o advogado Luiz Barbosa quis "jogar para a galera" pois não há chance de "incluir ninguém no processo".
O procurador-geral disse que a participação de Lula foi analisada por seu antecessor na chefia da Procuradoria, Antonio Fernando de Souza, mas que o próprio Supremo já rejeitou a inclusão do petista duas vezes. "Isso está superado, é um assunto morto."
Roberto Gurgel disse também não ver problema caso o ministro Cezar Peluso, que se aposenta compulsoriamente no início de setembro, antecipe seu voto.
"Será um desperdício o ministro Peluso não poder votar, porque ele conhece bem o processo, como os demais ministros", afirmou
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